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sábado, 30 de novembro de 2013

 Éris




Éris (do grego antigo: Ἔρις, "Strife") é a deusa que personifica a discórdia e o caos na mitologia grega. Corresponde à deusa romana Discórdia. Seu oposto é a Harmonia (grego), cuja contrapartida é Concórdia (latina), derivada de Concórdia (romana). 

Nascida de Nix e renascida com o nascimento de Ares, que são frequentemente chamados de irmãos. Ela é a discórdia no casamento, mas, sobretudo na Guerra, acompanhando o irmão pelo campo de batalha. E quando todos os Deuses se retiram, ate mesmo o próprio irmão, ela permanece no local para gozar do caos e destruição causados. 

Ela é a Deusa que inflige o sofrimento, chegando mesmo a ser chamada de monstro infernal. E os seus esquemas de Discórdia não se limitam aos mortais. A lenda mais famosa referente à Éris relata o seu papel ao provocar a Guerra de Tróia, quando Peleu e Tétis casaram-se, e ela foi a única Deusa não convidada, devido ao seu comportamento. Como vingança tirou uma maçã dourada (pomo de ouro) da árvore das Hespérides e inscreveu nela "Para a mais bela" atirando-a para a mesa do banquete. De imediato AfroditeHera e Atena se levantaram para reclamar o prêmio, o que levou, eventualmente, à guerra de Tróia, a maior Guerra entre o Oriente e o Ocidente. 

Na Obras de Hesíodo e Dias 11-24, existem duas deusas Éris, e elas são de natureza totalmente diferente. Uma é a filha de Zeus eHera e irmã de Ares, promove a guerra, o mal, a batalha e é muito cruel, nenhum homem a ama, mas são forçados a prestar honra devido a sua natureza de deusa imortal.  


A outra é a filha mais velha de Nix, e filha de Cronos, que ficam acima e habita no éter, e ela tem suas raízes na terra: e ela é muito gentil com os homens. Ela ajuda os homens a progredir no trabalho quando o considera seu próximo. 



Na Teogonia de Hesíodo, (226-232), Éris a filha de Nix é menos gentil, e ele traz personificações outros de seus filhos: Ponos (pena), Lete (esquecimento), Limos (fome), Algos (dor), Hisminas (disputas), Macas (batalhas), Fonos (matanças), Androctasias (massacres), Neikea (ódio), os Pseudologos (mentiras), as Anfilogias (ambiguidades), a Disnomia (a desordem) e a Ate (a Ruína e a Insensatez), todos eles companheiros inseparáveis, e a Horcos (Juramento), ele que mais problemas causa aos homens da terra cada vez que algum presta falso testemunho. 

A palavra "erística", em português, vem do nome da deusa grega da discórdia. Significa a arte da disputa argumentativa no debate filosófico, desenvolvida, sobretudo pelos sofistas, e baseada em habilidade verbal e acuidade de raciocínio (Houaiss). 

Também leva o nome Éris um planeta anão no disco disperso do sistema solar (com a designação oficial 136199 Éris). Seu satélite natural chama-se Disnomia (segundo os antigos gregos, uma das filhas de Éris). 

Os discordianos idolatram Éris como sua deusa.

Éris e Ares

 Ares



Ares (em grego: Ἄρης, transl. Árēs) era o deus grego da guerra, mais exatamente o deus da guerra selvagem, ou sede de sangue, ou matança personificada. Era conhecido também em Roma como Marte. Pertence ao grupo dos doze deuses Olímpicos, e é filho de Zeus e Hera, de quem herdou o mal gênio da mãe e a força do pai Ares era guerreiro, gostava muito de guerras, batalhas e brigas, era muito violento, sanguinário, pelo contrário de muitos ele só encontrava sua paz, em suas lutas e batalhas. Era ele quem governava a cidade de Esparta. Em suas lutas sua chegada era anunciada com gritos que causavam pânico nas pessoas.

Muitos gregos costumavam pedir sua ajuda nas batalhas e para isso matavam animais e ofereciam em sacrifício a ele na noite anterior aos combates.



Ares era amante da deusa do amor, Afrodite e com ela teve dois filhos, Deimos "o Terror" e Fobos "o Medo", que o acompanhavam nas batalhas. Também teve com ela o filho Eros, o deus do amor, que roubava corações com suas flechas, e até Afrodite foi uma delas; também teve a Harmonia e Anteros. Porém, Hefesto como marido de Afrodite descobriu sua traição, e soube que eles iam se encontrar em seu palácio e preparou uma armadilha para os dois. Na cama ele colocou uma rede invisível e os prendeu, o Sol que estava espiando, ajudando Hefesto viu que a armadilha tinha funcionado e avisou a todos os Deuses, para que todos pudessem ver e presenciar a traição.Afrodite e Ares então foram presos e depois de um longo tempo quando foram soltos, se separaram.


A irmã e companheira de assassinato de Ares era Eris, a deusa da discórdia ou Enyo, a deusa da guerra, derramamento de sangue e violência. Ele também foi assistido pelo deus menor da guerra Enyalios, seu filho com Enyo, cujo nome ("bélico", o mesmo significado que Enyo) também servia como um título do próprio Ares. A presença de Ares era acompanhada por Kydoimos, o demônio do estrondo da batalha, bem como o Makhai (Batalhas), o Hysminai (Carnificinas), Polemos (um espírito menor da guerra; provavelmente um epíteto de Ares, como ele não teve nenhum domínio específico), e a filha de Polemos, Alala, a deusa/personificação do grito de guerra grego, cujo nome Ares usou como o seu próprio grito de guerra. Sua irmã Hebe também desenhou banhos para ele.

Ares sempre foi um grande protetor de seus filhos e mesmo sendo um deus de fama ruim, era o único deus que agia desta forma com proteção. Como deus Romano Ares também teve filhos com Réia que eram os gêmeos Remo e Rômulo.

Ares com sua fama era detestado pelos deuses, nem mesmo Zeus gostava dele. Embora gostasse muitas das guerras e batalhas, não era invencível, perdeu muitas vezes. Tem como sua principal rival a deusa Atena, deusa das guerras estratégicas, ao contrário de Ares que gostava mesmo de sangue. Atena o derrotou muitas vezes. Ares em suas guerras usava capacete, lança, escudo e uma couraça, também usava uma carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogos pelas narinas.


Ares na cultura moderna
  • Ares é o principal antagonista em quadrinhos da DC Comics, na história da super-heroína Mulher Maravilha. Também faz uma aparição na série animada Liga da Justiça – Sem Limites. Ele é dublado por Michael York. No episódio “Gavião e Pombo”.
  • Em Cavaleiros do Zodíaco, o "Grande Mestre" Ares era o comandante dos doze cavaleiros de ouro, cada um com uma armadura de um signo do zodíaco grego, sendo o grande grupo rival dos cinco cavaleiros de bronze liderados por Saori Kido, reencarnação da deusa Atena, na saga do Santuário.
  • No game Empire Earth, uma das unidades robóticas que se pode construir na era digital se chama Ares.
  • Ares também é o antagonista principal na série de jogos God Of War. O anti-herói principal, Kratos, era guerreiro de Ares, mas foi traído quando Ares fez Kratos matar sua própria esposa e filha. Com a ajuda de outros deuses, Kratos mata Ares e vira o novo deus da guerra.
  • Ares também aparece história em quadrinhos da Marvel Comics como um membro proeminente dos Mighty Avengers. Ele desempenha o papel como de "Wolverine e Thor" tanto tendo os traços de violência como a força de Thor. Ele é também um antagonista principal da versão em quadrinho da Marvel, Hércules.
  • Ares aparece como um personagem maior na série de TV em Hércules: as Viagens Místicas e Xena: a Princesa Guerreira; tanto como vilão como anti-herói, bem como ter um amor unilateral de interesse por Xena. Ele foi interpretado por Kevin Smith.
  • Ares também apareceu na produção de Hercules da Disney e as suas séries animadas originadas. Os animadores da Disney retrataram-no em uma armadura de guerreiro e elmo como a sua roupa. Ele também é retratado tendo uma rivalidade com sua irmã Atena na série animada.
  • Ares é o nome de um dos deuses falsos de Ilíon, uma novela escrita por Dan Simmons.
  • Há um manhwa (desenho em quadrinho sul-coreano) chamado Ares.
  • O míssil que substituirá o ônibus espacial será chamado Ares.
  • Ares tem muitos traços em comum com o poder do Caos, Khorne em miniaturas de jogos da Games Workshop, Warhammer Fantasy Battle e Dark Millennium. Khorne pode ter sido deliberadamente modelado depois de Ares.
  • Uma companhia de fabricação de armas em Shadowrun no jogo é chamado Ares.
  • Ares aparece também na série de livros juvenis de aventura Percy Jackson e os olimpianos escrita por Rick Riordan, baseada na mitologia grega.Na série Ares e retratado como violento e louco por uma guerra, ele é também um grande inimigo do personagem principal da série.

 A Guerra de Tróia




Na mitologia grega, a Guerra de Tróia foi um conflito lendário de dez anos em que guerreiros gregos sitiaram Tróia, uma cidade na costa noroeste da Ásia Menor . Homero, em seu grande épico, a Ilíada, descreve as atividades de deuses, deusas, heróis e humanos durante o último ano da guerra. Alguns estudiosos acreditam que a história da Guerra de Tróia pode ter sido baseada em memórias de acontecimentos históricos distantes, que se tornaram mitos com o passar do tempo.

De acordo com esses mitos, a Guerra de Tróia estava enraizada em vaidade e paixão. Um jovem chamado Paris, um dos filhos do rei Príamo de Tróia, foi solicitado a escolher a mais bela entre as três deusas: Afrodite, Atena e Hera. Cada deusa ofereceu a Paris um presente especial, caso ele as declarasse a mais bela. Paris escolheu Afrodite, que lhe havia prometido a mulher mais bonita do mundo.


Afrodite levou Paris até Esparta, na casa de um príncipe grego chamado Menelau. Helena, a esposa de Menelau, era considerada a mulher mais bonita do mundo. Paris se apaixonou por Helena e levou-a para Tróia. Após isso, Menelau pediu a seu irmão, o rei Agamenon para levar os príncipes e guerreiros da Grécia contra Tróia para resgatar Helena e punir os troianos.

Após alguns atrasos, os gregos chegaram até Troía. Eles cercaram a cidade, mas tiveram pouco progresso na guerra durante cerca de nove anos. A Ilíada retoma a história exatamente quando Agamenon insulta Aquiles, seu bravo guerreiro. Furioso com Agamenon, Aquiles se retirou do conflito e amaldiçoou seus camaradas gregos.


Enquanto isso, Heitor, outro filho de Príamo e  líder dos guerreiros troianos, liderou uma força para fora da cidade sitiada para atacar os gregos. Ele matou Pátroclo, que havia pego emprestado a armadura de seu amigo Aquiles. Cheio de dor e raiva, Aquiles retornou ao confronto e numa luta matou a Heitor. Em seguida, ele arrastou o corpo de Heitor atrás de seu carro, privando os troianos de realizarem um funeral apropriado. Este ato desonroso irritou os deuses, que convenceram Aquiles a devolver o corpo para a família de Heitor.

Paris matou Aquiles com uma flecha certeira em seu calcanhar, apenas para ser morto, por sua vez, por um arqueiro grego. Após a morte de Aquiles, os gregos reconheceram Odisseu como o seu melhor guerreiro. O valente Ajax, irritado por ter sido passado, tentou matar os outros líderes gregos e, finalmente, cometeu suicídio. Enquanto isso, o inteligente Odisseu veio com um plano para derrotar Tróia com malandragem ao invés da força direta. Ele instruiu os gregos a construírem um enorme cavalo de madeira e oco sobre rodas. Os soldados gregos se esconderam dentro do cavalo, que foi levado até os portões de Tróia. Os troianos acordaram e encontraram essa maravilha fora de suas portas, e trouxeram-no para  o centro da cidade. Naquela mesma noite, os soldados gregos desceram do cavalo e abriram os portões da cidade para que mais gregos entrassem. Então eles incendiaram Tróia, e mataram Príamo e sua família. O termo "cavalo de Tróia" é usado até hoje para se referir a algo que parece ser um presente inofensivo, mas traz perigo insuspeitado ou destruição dentro.

A Guerra de Tróia também forneceu material mitológico para os romanos, que traçaram sua ascendência até Enéias, um nobre troiano que escapou da destruição da cidade. Europeus medievais criaram novos poemas e lendas sobre a Guerra de Tróia, muitas vezes apresentando o ponto de vista Troiano. Uma lenda britânica, por exemplo, afirmou que a Grã-Bretanha tinha sido fundada por descendentes de Enéias e dos últimos Troianos.

 Afrodite








Afrodite (em grego antigo: Ἀφροδίτ, transl. Aphrodítē) é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na mitologia grega. Sua equivalente romana é a deusa Vênus. Historicamente, seu culto na Grécia Antiga foi importado, ou ao menos influenciado, pelo culto de Astarte, na Fenícia. 

De acordo com a Teogonia, de Hesíodo, ela nasceu quando Cronos cortou os órgãos genitais de Urano e arremessou-os no mar; da espuma (aphros) surgida ergueu-se Afrodite. 

Por sua beleza, os outros deuses temiam que o ciúme pusesse um fim à paz que reinava entre eles, dando início a uma guerra; por este motivo Deusa casou com Hefesto, que não era visto como uma ameaça. Afrodite teve diversos amantes, tanto deuses como Ares quanto mortais como Anquises. A deusa também foi de importância crucial para a lenda de Eros e Psiquê, e foi descrita, em relatos posteriores de seu mito, tanto como amante de Adônis quanto sua mãe adotiva. Diversos outros personagens da mitologia grega foram descritos como seus filhos. 

Afrodite recebe os nomes de Citere ou Citereia (Cytherea) e Cípria (Cypris) por dois locais onde seu culto era célebre na Antiguidade, Citera e Chipre - ambos os quais alegavam ser o local de nascimento dela. A murta, pardais, pombos, cavalos e cisnes eram considerados sagrados para ela. Os gregos também a identificavam com a deusa egípcia Hátor. Afrodite ainda recebia muitos outros nomes locais, como Acidália e Cerigo, utilizadas em regiões específicas da Grécia. Cada uma recebia um culto ligeiramente diferente, porém os gregos reconheciam a semelhança geral entre todos como sendo a única Afrodite. Já os filósofos áticos do século IV a.C. viam de maneira separada a Afrodite Celestial (Afrodite Urânia) e seus princípios transcendentes e a Afrodite comum, do povo (Afrodite Pandemos). 

Possuía um cinturão, onde estavam todos os seus atrativos, que, certa vez, a deusa Hera, durante a Guerra de Tróia, pediu emprestado para encantar Zeus e favorecer os gregos. 

Nascimento 


O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, c. 1485. 

Afrodite, segundo algumas versões de seu mito, teria nascido perto de Pafos, na ilha de Chipre, motivo pelo qual ela é chamada de "Cípria", especialmente nas obras poéticas de Safo. Seu principal centro de culto era exatamente em Pafos, onde uma deusa do desejo havia sido cultuada desde o início da Idade do Ferro na forma de Ishtar e Astarte. Outras versões do mito, no entanto, afirmam que a deusa teria nascido próximo à ilha de Citera (atual Kythira), pelo qual também recebia o nome de "Citereia". A ilha era um entreposto comercial e cultural entre Creta e o Peloponeso, portanto estas histórias podem ter preservado traços da migração do culto de Afrodite do Levante até a Grécia continental. 

Na versão mais famosa do mito, seu nascimento teria sido a consequência de uma castração: Cronos teria cortado os órgãos genitais de Urano e arremessado-os para trás, dentro no mar. A espuma surgida da queda dos genitais na água, que alguns autores identificaram com o esperma do deus morto, teria dado origem a Afrodite, enquanto as Erínias teriam surgido a partir de suas gotas de sangue. Nas palavras de Hesíodo, "o pênis (...) aí muito boiou na planície, ao redor branca espuma da imortal carne ejaculava-se, dela uma virgem criou-se." Esta virgem se tornou Afrodite, flutuando até as margens sobre uma concha de vieira. Esta imagem, de uma "Vênus erguendo-se das águas do mar" (Vênus Anadiômene), já totalmente madura, foi uma das representações mais icônicas de Afrodite, celebrizada por uma pintura muito admirada de Apeles, já perdida, porém descrita na História Natural de Plínio, o Velho. 

Em outra versão de sua origem, ela seria filha de Zeus e Dione, a deusa-mãe cujo oráculo situava-se em Dodona. A própria Afrodite é por vezes referida como "Dione", que parece ter sido uma forma feminina de "Dios", o genitivo de Zeus em grego, e poderia apenas significar "a deusa", de maneira genérica. A própria Afrodite seria então uma equivalente de Réia, a mãe-terra, e que Homero teria deslocado para o Olimpo. Alguns estudiosos levantaram a hipótese de um panteão protoindo-europeu, no qual a principal divindade masculina (Di-) representaria o céu e o trovão, e a principal divindade feminina (forma feminina de Di-) representaria a terra, ou o solo fértil. Depois que o culto a Zeus tomou o lugar do oráculo situado no bosque de carvalhos em Dodona, alguns poetas o teriam transformado em pai de Afrodite. Em algumas versões do mito, Afrodite seria filha de Zeus e Talassa (o mar). 

Segundo Homero, Afrodite, após entrar em combate para proteger seu filho, Enéas, teria sido ferida por Diomedes e retornado à sua mãe, sob cujos joelhos se deitou para ser confortada. 

Casamento 

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois, tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores joias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos. 

Relacionamentos e filhos 

Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio), Eryx (com Poseidon) e Eneias (com Anquises). 

Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. 

Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuísse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda. 

 Hefesto




Hefesto ou Hefaísto (em grego: Ήφαιστος, transl. Hēphaistos) é o deus grego do fogo, especialmente o fogo usado pelos ferreiros, era o patrono de todos os artesãos, principalmente aqueles que trabalham com metais. Ele era adorado principalmente em Atenas, mas também em outros centros de produção. Ele era também o deus dos vulcões. Mais tarde, o fogo dentro dos vulcões passou a representar a fornalha do ferreiro. Hefesto foi associado com o Monte Etna, que fica na ilha da Sicília. Conhecido como o deus coxo, Hefesto nasceu fraco e aleijado. Descontente com a visão de seu filho, Hera jogou Hefesto do Monte Olimpo, e ele ficou em queda livre por um dia inteiro antes de cair no mar. Algumas ninfas resgataram-no e o levaram para Lemnos, onde as pessoas da ilha cuidaram dele. Mas outras versões dizem que Zeus atirou-o do Olimpo depois de Hefesto ter se aliado a sua mãe em uma briga. Nessa versão da lenda, Hefesto caiu durante nove dias e nove noites, e ele desembarcou na ilha de Lemnos. Foi em Lemnos, onde ele construiu seu palácio e sua forja sob um vulcão. 
Para se vingar de sua rejeição por Hera, Hefesto fabricou um trono mágico, que foi presenteado a ela no Monte Olimpo. Quando Hera se sentou no trono, ela ficou presa, tornando-se refém de Hefesto. Os deuses do Olimpo pediram a Hefesto para que ele voltasse ao domínio celeste, em troca da liberação de Hera, mas ele recusou. A mando dos deuses, Dionísio o embriagou, e quando Hefesto ficou totalmente embriagado, Dionísio levou-o de volta para o Monte Olimpo deitado sobre as costas de uma mula. Esta cena é uma das favoritas na arte grega. Mesmo assim, Hefesto só liberou Hera depois de receber a bela Afrodite como sua noiva. Dionísio foi recompensado passando a ser considerado um dos membros do panteão olímpico. 

O Nascimento de Hefesto

Hefesto é conhecido como o filho de Zeus e Hera, embora Zeus não tivesse nada a ver com a concepção. Hefesto foi gerado partenogenéticamente, o que significa que ele foi concebido sem a fertilização masculina. Hera ficou com ciúmes de Zeus depois que descobriu um caso dele com Metis, a partir do qual a deusa da prudência estava grávida de Atena. No entanto, Gaia tinha advertido Zeus que Metis daria à luz uma filha, que iria derrubá-lo. Para evitar isso, Zeus engoliu Metis, para que ele pudesse levar a criança até o nascimento ele mesmo, apesar de Zeus não poderia dar à luz naturalmente. Por vingança, Hera produziu Hefesto, e diz a lenda, que Hefesto dividiu a cabeça de Zeus com um machado, a partir do qual Athena nasceu. 

Uma lenda diz que Hefesto desejava se casar com Athena, que foi também a patrona dos ferreiros, mas ela recusou porque o achou feio demais. Outra lenda diz que Athena desapareceu de sua cama nupcial, mas Hefesto não a viu desaparecer, e derramou sua semente no chão, e desta forma, tendo Gaia por mãe, foi gerado Erecteu, que se tornou rei de Atenas. 


Hefesto e Afrodite

Afrodite, em algumas versões, era a esposa de Hefesto, e ele desconfiava que Afrodite houvesse cometido adultério. Para pegá-la sendo infiel ele formou uma rede de elo da cadeia extraordinária, tão fino e forte que ninguém podia escapar. Então um dia ele surpreendeu Afrodite e o deus da guerra Ares, enquanto estavam deitados juntos na cama. Ele jogou sua rede mágica sobre eles e puxou-os antes de os deuses do Olimpo e exibiu como eles eram nus e enrolados nos braços do outro. Hefesto pediu aos deuses reunidos em justa retribuição, mas eles fizeram o oposto total. Os deuses caíram na gargalhada ao ver os amantes nus, após o que permitiu que o casal saísse livre. De acordo com a Ilíada de Homero, Hefesto tinha uma esposa chamada Aglaea, que foi uma das Charites (Graças). 

Habilidade e Criações

Sendo um grande artífice, Hefesto fabricava artigos maravilhosos de vários materiais, principalmente de metal. Com a ajuda dos Ciclopes, que eram seus operários e auxiliares, ele fez os raios de Zeus e seu cetro. Ele fez armas e armaduras para os outros deuses e heróis. Para Athena, ele fez seu escudo ou égide e para o deus do amor, Eros, ele fez as setas. O carro maravilhoso que o deus do sol Hélios atravessou todo o céu foi feito por Hefesto. Ele também formou a armadura invencível de Aquiles. Hefesto ajudou a criar a primeira mulher, com a ajuda de outros deuses, depois de Zeus ordenou que houvesse um novo tipo de humano. Zeus conspirou contra Prometeu porque ele e sua raça de mortais tinham apenas um gênero, que era do sexo masculino, e assim Hefesto criou a primeira mulher a partir do barro. Seu nome era Pandora (todos os presentes) e de uma caixa sobrenatural, ela liberou os males do mundo sobre a humanidade. 

Representações e Culto

Hefesto é geralmente mostrado como um aleijado, inclinado sobre a sua bigorna. Ele geralmente possui barba e é normalmente representado como sendo feio, e em algumas formas de arte, é representado caminhando com a ajuda de uma vara. Homero descreve Hefesto como coxo e andando com a ajuda de uma vara. Hepheastus era adorado principalmente em Atenas, onde o Templo de Hefesto e Atena (a Hephaesteum, também conhecido como o Theseum) continua de pé. É o exemplo mais completo de um templo "dórico" (uma das três ordens na arquitetura grega). Foi construído em 449 aC, e fica em uma colina perto da Ágora ao pé da Acrópole. Hefesto e Atena Ergane (protetora dos artesãos e artesãos) foram homenageados com o festival "Chalceia" no dia 30 do mês Pyanopsion. Os romanos adotaram Hefesto como um de seus próprios deuses associados a mitos e culto ao seu deus do fogo e chamaram-no de Vulcano (Volcanus).